Dentre todos os países em que é disputada, a R3 Cup Brasileira é a que reuniu o maior grid, com 40 motos.Ano a ano, corrida a corrida, a Yamalube R3 Cup disputada no Brasil segue batendo recordes e se firmando como a principal categoria a formar novos pilotos no país. Na etapa mais recente, disputada dia 24 de junho em Interlagos, São Paulo, não foi diferente.

Superando o recorde de 37 participantes da primeira corrida de 2018, 40 pilotos alinharam suas YZF R3 ávidos por vencerem a prova, disputada em duas categorias. A Stock, cujas motos tem o peso aliviado e não recebem alterações mecânicas – mantendo até mesmo o óleo Yamalube recomendado pela Yamaha –, e a Pro, que tem como diferencial em relação à Stock, a liberdade para mudanças nas suspensões.

Na segunda etapa do campeonato, os jovens pilotos da Stock mostraram grande evolução em relação a ao início da temporada, baixando o tempo das voltas e brigando pelas primeiras posições com os pilotos da Pro. Quem venceu a categoria foi Kaiwan Freira, o Kaká Fumaça, seguido por Felipe Macan Rafinha Fernandes, que conquistaram respectivamente o segundo e terceiro lugares.

O grande vencedor na geral e também na Pro, foi Matheus Barbosa, que travou uma verdadeira batalha com Bruno Cesar Borges e Fabinho Jandaia pela liderança da corrida. A uma volta do fim, Matheus, assumiu novamente a ponta e cruzando a linha de chegada no tão sonhado primeiro lugar. Muito próximos, Bruno Cesar Borges e Fabinho Jandaia receberam a bandeirada em segundo e terceiro lugares respectivamente.

Para completar a festa da Yamaha no SuberBike Brasil, Tom Kawakami ao guidão de sua YZF R6, deu um verdadeiro show de pilotagem na categoria SuperSport, mostrando uma superioridade em relação aos demais pilotos que já o colocam como favorito ao campeonato.

Tom contornou a primeira curva da corrida em quinto lugar, atrás de seu companheiro de equipe, o argentino Fausto Granton Gallay. Em uma recuperação surpreendente, Ton Kawakami já assumia a ponta da corrida antes mesmo de fechar a segunda volta.

Não satisfeito, o talentoso piloto da Yamaha manteve o ritmo alucinante, volta a volta abrindo distância de seus oponentes. O resultado, ao fim da prova, não poderia ser outro... Ton venceu com uma vantagem de quase 8 segundos sobre seu companheiro de equipe, se isolando na liderança do campeonato. Gallay por sua vez, formou a dobradinha da Yamaha no pódio ao chegar em segundo lugar.

A próxima etapa está programada para acontecer em 22 de julho, também em Interlagos, na cidade de São Paulo.

Colaboração e foto: Yamah do Brasil/Felipe Moreira

Assim como a Copa do Mundo é tão esperada pelos jogadores de futebol, o Motocross das Nações é para os pilotos. A competição que tem 71 anos de tradição, reúne a cada ano num megaevento os melhores atletas do mundo da modalidade. A edição de 2018 já tem data definida, será no dia 7 de outubro quando os pilotos aceleram em Michigan nos Estados Unidos.

E para representar o Brasil, a CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo) divulgou nesta quinta-feira a lista com os nomes dos pilotos que vão defender a bandeira verde e amarela no país americano. Entre as exigências estabelecidas pela FIM (Federação Internacional de Motociclismo) é necessário que os três atletas inscritos possuam a nacionalidade do país no qual irão representar, além de serem filiados à instituição. "Infelizmente o número de vagas exigido pela FIM é pouco perto do tanto de talento que temos. Esperamos que outros atletas também se inspirem e se dediquem para representarem nosso esporte nas próximas edições e mostrar para o mundo que também temos vários nomes em condições de defender a nossa bandeira.

Infelizmente ainda fazemos muito esforço para conseguir o apoio de empresas privadas em competições de alto nível, como Nações e Brasileiro, por exemplo. Diferente do que acontece numa Copa do Mundo, onde o incentivo tanto aos atletas quanto à equipe e ao evento é privado, no motocross brasileiro ainda há uma imaturidade por parte das empresas quanto a percepção do quão benéfico poderia ser para elas a associação de sua marca num evento de grande porte. Ainda estamos engatinhando, mas acreditamos que com o retorno de bons resultados e grandes marcas aliadas, o Brasil conseguirá elevar o nível do esporte dentro e fora do país." – declarou Firmo Alves, presidente da CBM.

Além destes critérios, foi levado em consideração a trajetória dos pilotos, experiência e dedicação deles com o esporte. Para representar o time Brasil foram convocados seis nomes, dos quais três vão integrar o time titular, são eles: Enzo Lopes que vai correr pela MX2, com reserva de Ramyller Alves; Fábio Santos, da equipe Yamaha, patrocinadora do Campeonato Brasileiro, que terá como reserva seu colega de equipe Jean Ramos pela categoria MX Open; e Gustavo Pessoa do time Honda Brasil, também patrocinadora oficial do Brasileiro, que terá Hector Assunção como seu substituto na categoria MXGP.

Nomeado pela CBM como chefe de equipe, Jorge Balbi falou sobre o time convocado. “Felizmente, temos excelentes pilotos na atualidade e apesar das dificuldades de escolher os melhores, isso me dá a certeza que teremos um time competitivo que voltará a integrar as finais e a elite do Motocross Mundial.” – relatou o ex-piloto que tem no currículo competições pelo AMA Motocross.

Balbi é ex-piloto com vasta experiência em competições nacionais e internacionais. Por quatro anos consecutivos chegou a classificar o Brasil no Motocross das Nações e agora como responsável técnico, pretende usar seu conhecimento para voltar a classificar o país no mundial depois de oito anos.

 “Fiquei muito feliz com o convite da CBM e pela oportunidade. É uma forma de reconhecer o trabalho que fiz dentro das pistas representando o Brasil. Todas as vezes que o país se classificou para as finais eu participei e agora pretendo bater um recorde pessoal de uma maneira diferente, orientando os pilotos e ajudando a organizar o time da melhor maneira possível. É um desafio novo e estou super empolgado” – comentou o chefe de equipe.

Para o chefe de delegação Manoel Cacau, o time apresenta boas chances de se classificar este ano. Na edição de 2017 o Brasil ficou próximo da classificação, alcançou a 23ª posição. “Para conseguir uma classificação é preciso estar entre os 20 melhores. No ano passado chegamos perto e este ano estamos mais confiantes, já que temos como chefe de equipe um ex piloto que foi responsável pelas últimas classificações do Brasil na competição, além de conhecer a pista por ter experiência no AMA”. – relatou Cacau, chefe da delegação brasileira. 

Em suas participações no Motocross das Nações o Brasil se classificou cinco vezes, nas quais quatro delas Jorge Balbi competiu. Na edição de 2017 a competição foi realizada na Inglaterra e contou a com a participação de 39 países, num total de tem 126 pilotos.

Colaboração e foto: CBM