A equipe brasileira já está em Viña del Mar, no Chile, onde amanhã (sábado - 10 novembro) acontece o desfile das nações para a disputa do 93º Six Days Enduro, prova mais antiga e tradicional do calendário da FIM – Federação Internacional de Motociclismo. A primeira edição desse evento foi em 1913 e só não foi realizada ininterruptamente devido ao período de guerras mundiais. Apesar de ser realizado anualmente desde a década de 50, é considerado a Olimpíada Mundial do Enduro. Além da competição entre as nações, existem disputas entre clubes de motociclismo de todo o mundo e também há uma premiação que agracia o desempenho individual de cada competidor.

Esse ano participam 400 pilotos de 25 países, mas, principalmente na Europa, o Six Days costuma ultrapassar 600 pilotos com até 40 países inscritos. O nome do Brasil no esporte é o capixaba Bruno Crivilin da Equipe Orange BH KTM América Racing. Ano passado na França ele fez história na competição, com um oitavo lugar, o melhor resultado do time Brasil em todos os tempos. Ele conquistou ainda a Medalha de Ouro na competição individual que é concedida a todos que chegam até 10% do tempo do primeiro colocado.

O melhor brasileiro no ano passado participou da prova recém recuperado de lesões, vindas da disputa do desgastante Red Bull Romaniacs. Nesta edição, Crivilin defende a seleção Brasileira ao lado de Patrik Capila, Gustavo Pellin e Nicolas Rodrigues, selecionados de acordo com o ranking da CBM – Confederação Brasileira de Motociclismo.

Durante os seis dias de prova, os pilotos devem cumprir o percurso que terá uma média de 270 Km por dia. Outra característica do Six Days é que, além de ficar atento ao percurso, o piloto tem que acelerar forte nas especiais e ainda cuidar da manutenção da sua motocicleta. Ainda existem restrições de substituição de peças e cabe exclusivamente ao piloto fazer os reparos necessários: não é permitida a ajuda de mecânicos, a não ser para abastecer as motocicletas. Troca de pneus, regulagens e substituição de peças, durante os seis dias de prova são obrigações dos pilotos.

Bruno Crivilin vai encarar o desafio no Chile com uma KTM 350 EXC-F e está preparado para superar os seus resultados anteriores. “Fiquei feliz pelos resultados históricos que conseguimos no ano passado e quero lutar por um resultado ainda melhor. Tive a oportunidade de fazer a temporada do Mundial de Enduro e conhecer mais de perto o ritmo e a preparação dos pilotos. Essa experiência será importante no decorrer da prova, que é longa e muito difícil, quero chegar até o último dia lutando pela nossa seleção, além de buscar um bom resultado individual também”, explicou o piloto, que está no Chile desde a última terça-feira (6).

A prova começa na próxima segunda-feira (12). O primeiro e segundo dia o percurso será o mesmo, na área de Papudo e Zapallar, região conhecida por suas incríveis praias e montanhas. Já o terceiro e quarto dia a prova vai para o leste de Viña del Mar e no quinto dia a região escolhida é a costa sudeste de Viña, na região de San Antônio e San Domingo. O sexto e último dia (sábado) o teste final será uma disputa de Motocross, em uma pista montada na beira da praia de Viña del Mar.

Colaboração e foto: orange BH/Jnjão Santiago

Com um prólogo curto e competitivo no primeiro dia e duas voltas de 18km de trilhas no segundo, a prova, que misturou muita areia e pedras na região de Lima Duarte e Ibitipoca, foi um sucesso.

A microrregião onde se encontra o Parque Estadual do Ibitipoca, próximo a Juiz de Fora, no sudeste mineiro, foi o cenário escolhido para a realização de mais essa prova. Com uma geografia abundante em montanhas e cachoeiras e clima mais ameno, as cidades de Lima Duarte e Ibitipoca tinham mesmo potencial pra sediar o evento.

A organização optou por fazer um prólogo mais curto e isso apimentou a competição que teve a todo tempo troca de posições. Rigor Ríco da Beta Brasil 3R, após não largar tão bem, fez uma corrida de recuperação e conseguiu vencer no sábado. Ripi Galileu fez o 3º melhor tempo, mas acabou terminando a prova em 4º lugar. O prólogo, como de costume, serviu como definição para a ordem de largada no domingo, segundo dia de prova.

As 9h00 do domingo, o P1 do prólogo, Ríco, largou para enfrentar as duas voltas da prova. Foram 36km no total, com muita areia e pedras. Foram destaque a trilhas “Embratel” e “De Ré”, famosas na região. Ríco terminou o percurso em 2h44m, uma hora na frente do segundo colocado, Benedito de Paulo Coser. Ripi Galileu fechou o pódio em 3º lugar, 3 minutos atrás de Benedito - sem dúvida um resultado apertado. Rígor comentou um pouco sobre a prova:

“_ A areia não é nova pra mim, mas é diferente do meu terreno habitual. Estou mais acostumado com as pedras. Achei legal demais a região porque apesar da chuva, a minha Beta tracionou muito bem e consegui mais um bom resultado. Perfeição não existe, mas posso dizer que tem sido um ano muito produtivo. Quero continuar a acelerar forte para chegar bem no Bolt´s Challenge em Poços de Caldas no dia 25.”

Não é por menos que o garoto está feliz: na última etapa do Brasileiro, o piloto sagrou-se campeão antecipado e prometeu não arrefecer até a final, no sul de Minas. Sem dúvida um bom ano merece uma chave de ouro e nada melhor para isso que uma boa briga na final. Rigor Rico e outros pilotos tentarão a sorte contra Paul Bolton, top 10 do Enduro mundial, em Poços de Caldas. 

Talvez sejamos todos fãs do Bolton, mas nesse desafio a torcida vai para o Brasil.

Resultado Final na Categoria Gold:

1º - Rigor Rico / Beta Motos Brasil
2º - Benedito Coser
3º - Ripi Galileu - Beta Motos Brasil

A Equipe Beta Brasil 3R tem patrocínio da Beta Motors Brasil, 3R Motos, Rinaldi, BMS, Mobil, Pacalub, BC Pneus, Motoarts, Calango, Toro, Ride 100%, Durag e Rebello Fitness.

Colaboração e foto: Limitless/Angelo Savastano